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Opinião: “Quem não se comunica, se trumbica”
No Brasil, as pessoas gastam 8h13 minutos consumindo mídia, seja no carro, no celular, na TV, entre tantos outros dispositivos. Essas informações são do CEO da Kantar EUA, Manish Bathia, em sua recente passagem pelo Brasil a convite da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). Isso significa que existe uma infinidade de maneiras de se comunicar com o público que você quer da forma como preferir. Vivemos um mundo de constantes mudanças e o que parecia que estava definido no final do século passado, apenas tomou novas formas e trouxe novas possibilidades. 

O modo como trabalhávamos a comunicação corporativa há vinte anos mudou muito, mas a sua essência se manteve a mesma. Ou seja, temos que moldar claramente o conteúdo e a forma que queremos passar de acordo com o público. Fornecedores, internautas, clientes, funcionários, governo, estudantes, comunidade local e afins devem ser considerados dentro de um planejamento estratégico para determinar qual mensagem será transmitida para cada um deles. Hoje temos que considerar também os haters e os lovers das marcas como fonte inesgotável de ações de reputação e fortalecimento de marca. Afinal, a internet amplia a relação e interação entre as marcas e seus consumidores EM TEMPO REAL. 

Os canais de comunicação também são amplos. Uma ação no Spotify pode ser muito mais assertiva do que um anúncio em um release cheio de informações complexas, dependendo do público que quer alcançar. As interconexões são infinitas e podemos linkar posts no Facebook com hot site da marca e uma ação promocional em pontos de vendas. A comunicação está interligada e deve se manter assim.  Da mesma forma que uma empresa que esteve ligada à escândalos políticos deve buscar seus próprios canais para desenvolver as mensagens chaves. O discurso deve ser único e direcionado para a ponta final do processo, buscando a transparência da melhor forma possível. 

A comunicação nunca antes foi tão sem gesso quanto agora. O Branded Content, que mantem o foco no conteúdo e a marca atua como um coadjuvante; e, a publicidade nativa - mais parecido com um publieditorial com grande exposição da marca  - estão mais vivos do que nunca e têm mantido vivas muitas estruturas de agências de comunicação no trabalho para seus clientes. Aliás unem-se - de uma forma nunca vista antes - agências de publicidade, assessorias de imprensa e outras empresas na busca pela oferta certeira para o cliente. 

Comunicação é relacionamento. Comunicação é diálogo. Comunicação é aprender com os erros. Comunicação é vital. Inclua a sua empresa e a de seu cliente em qualquer que seja o canal para garantir a audiência ao longo dessas mais de oito horas de consumo massivo. Não precisamos mais arremessar bacalhau na plateia como fazia nos anos 80 na TV Globo o saudoso Chacrinha, que deixou o maior de todos os legados. O bordão: "Quem não se comunica, se trumbica".

*Daniela Barbará trabalha há vinte anos com comunicação corporativa. É formada em jornalismo pela FIAM com pós-graduação em Relações Internacionais pela FAAP. Em redações, passou pela Gazeta Mercantil, agência Dinheiro Vivo e outros veículos com maior ênfase em cobertura econômica. Durante três anos trabalhou com comunicação em aviação civil no Brasil e na América do Sul com a GOL, Varig e TAM. Atuou na equipe de gestão de crise da queda do vôo 1907 da Gol. Nos últimos oito anos é diretora de Operações da EVCOM, coordena voluntariamente o grupo de trabalho de RH da Abracom há quatro anos e é professora convidada para aulas sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise para cursos de graduação e pós-graduação.

fonte: http://portalimprensa.com.br/noticias/opiniao/79664/opiniao+quem+nao+se+comunica+se+trumbica+por+daniela+barbara


 

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